Quarta-feira, Janeiro 18, 2012

Antagônico

Difícil. Não impossível.

Antes fosse pensamento simples-otimista. É certeza de construtor, antes idealista, que vê planos antigos tomando forma por si só, sem que houvesse meticuloso processo construtivo.

Pois prazer se tem ao ver que sonhos são construídos com dependência de muitos fatores e que, tamanha as possíveis oclusões de barreiras, lágrimas correm ao observá-los prontos. Concretos, sólidos. Tão melhor que até se esquece como se sonhava antigamente.

Parece antagônico a chuva e sol, assim, ao mesmo tempo. Mas é bobagem crer que chove somente quando o céu se esconde atrás das nuvens. Pois chuva vem de nuvem e não de ausência de sol.

Pode haver o que parece antagônico, até ao mesmo tempo.

É difícil. Não impossível.


Segunda-feira, Janeiro 02, 2012

Formas

Tentava atingir a perfeição. Em meticulosa atividade, pensando e repensando, todos os novos atos. Avaliava os passados também. Deveria ser correto, lutando contra os fantasmas da decepção escancarada nos olhos dos outros. Olhos baixos, mãos que diziam em movimento sem volta: "não continue!". Era possível extrapolar para outros ambientes, tal a intensificar a sensação de medo paralisante: acenderiam as luzes, desligariam o som; um holofote o iluminaria enquanto o eco da voz interior tomaria proporções audíveis!

Cortaaa!!!

O passo era diferente. Era agir, ainda que fosse necessário adicionar remendos à estátua; permitir que os contornos fossem nascendo por infinitas iterações, ao invés de viver no imaginário do escultor. A forma ficaria sem vida alguma, errada, por impaciência, sairia andando como armação de ferro, antes que tivesse minimamente formada.

Ideias não ficam como obras inacabadas. A menos que fossem desenhos e esboços e estudos.

Não há mais roubo de ideias ou patentes.

Deve haver um equilíbrio entre ideias, segredos e surpresas.


Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

Registro

Começava sempre com uma sensação de tempo perdido. Diferente daquela de 'arrepender-se e querer voltar atrás', corria como uma busca incessante por justificativa que satisfizesse o dia. Não queria reescrever pois não possuía ideia nova, não tinha criatividade para tal. Queria passar a régua, poder começar novidades, algo que se justificasse por si só, sem precisar de lógica, explicação. Algo suficiente, dogma, sabe?

Caía sempre na discussão do que seria registro e controle. Se o relógio transcrevia fielmente as horas e os dias, era registro. Se se mirava os dizeres do relógio, era controle. E vinha carregado de vontade, u'a mentalização que o fizesse girar mais rápido ou devagar, parar, até. Mas, imbuído com a ideia de que era registro, passou a assinar acontecimentos com o tempo, o horário mesmo, tal que pudesse ser fiel à todas as mudanças, o que seu próprio nome nunca foi, ao menos ao se apresentar com frequência.

Ao observar todo esse registro, constante-mutável, achava que tinha o controle.

Mas, era apenas registro. Mesmo!


Quinta-feira, Dezembro 15, 2011

Chuva

As cortinas não impedem o contato visual mais.

Bastou abrir bem os olhos e não se restringir às primeiras ocorrências, desculpas falhas, suficientes para quem tem sede de se justificar. Ou quem não lida bem com a pluralidade de afazeres e anseia, angústia, um tempo ocioso regado a descontentamento.

Seria mais fácil encarar a chuva. É.
Que tudo é motivo para se aproximar e expandir o que se tem, tal a reduzir o efeito antigo às outras pessoas. Pois conhecimento deve ser partilhado, atitudes também.

Vai que contagie?

Contaminados com a ideia de um todo carente de participação, uma criança que apenas quer contato visual.

Chuva não atrapalha.


Segunda-feira, Dezembro 12, 2011


10

Não seriam dez anos se não houvesse o primeiro. Como qual, no noturno romantismo de mesa de bar ou, mais precisamente, num programa qualquer de comunicação eletrônica surgiu a ideia de escrever um "blog". Na época, nem era tão popular assim e por que não estar na vanguarda?

O mote era escrever, mas não para ser lido. Ou ao menos era essa a justificativa para não alardear os quatro cantos do mundo sua existência. Nossa existência. Desejos sinceros, ocorridos ou não, um desabafo de como a realidade tornava o sonho tão triste. Não o contrário. Dilema foi carregar sempre uma possibilidade distante, ainda que em órbita, tal a não precisar voltar atrás nunca! Estava sempre ali, uma estante com as estórias que queríamos ou deveríamos ter, em relatos que nos distanciassem do fato e nos permitisse vivê-los.

Não era possível prever dez anos. Nem um ano ou mês. Era algo elegante num sabor de novidade. Acabaria logo, certamente.

O que não se sabia era que, mesmo nascendo despretensiosamente, poderia representar tão bem. Tão forte, que seria uma violação retirá-lo de seu autor. Uma parte tão completa que, em seus silêncios, tornava reticente a própria página. Sempre foi reflexo de inquietude, expansão. Molde de uma realidade cabível, controlada para fornecer alguma reflexão útil.

Tanto parte do cotidiano que as reflexões continuarão a vir para cá. Ao menos é o que parece. Sem muito planejamento ou esperando que resolva a vida de cada um. Mas sabendo que, uma vez que não estamos sozinhos por aqui, haverá de retratar algum momento único, como uma foto, uma música, algo que se perderia sem relato. A voz que murmura quase silenciosa, mas com ouvidos; registro rápido de uma ideia que logo se foi.

E haverá sempre relato.

Sem dúvida.

..

O meu muito obrigado por tanto tempo de leitores e comentários. Seria mais difícil sem vocês...
Agradeço, também, ao vídeo (link aqui) idealizado por NMB que faz tudo ser tão gratificante!!


=) !


Segunda-feira, Dezembro 05, 2011

Braços

Não se trata das ideias cujos braços não abraçam. A questão reside na forma receptiva clássica: bem abertos.

Estendidos ao horizonte como apaixonado, pronto, incólume! Mas susceptível a hordas de sensações. Em verdade, nunca tão pronto estaria. Pois o ímpeto, a valentia, é sempre baseado em fatos passados, nunca alinhados com as novidades. Um adulto confiante em assuntos infantis... mas, enfim, resolvidos. Se não se ater a tal possibilidade, ainda que tardia, viveria sempre incompleto?

Oras, mas não é exatamente esse o ponto. É apenas saber que não se consegue manter os braços abertos por muito tempo. É necessário pausa, abraçar o mundo bem próximo, um universo inteiro, para então poder traçar estratégia de como permanecer em tal estado por mais tempo, sem máscara qualquer.

Por enquanto, talvez eu me deite um pouco.

Cada vez por menos tempo.

Até pleno.


Quarta-feira, Novembro 09, 2011

Como

Um começo de massagem circular nas têmporas. Para, quem sabe, soltar o nanofio que faz questão de lembrar sua presença em tal momento conturbado, mantendo a tensão de um estado triste de guerra.

A pouca sinceridade confronta a inocência de tantos românticos. Cegado pelo volume das vozes díspares e tão surreais. Excesso de realidade, talvez. Um branco esvoaçado mostra o excesso e ainda que os olhos lutem, se veem semicerrados, prontos a desistir de tantos excessos.

Dorme. Mais que o usual, de forma a conseguir manter alguma faculdade, plena. Que ainda lembre dos tempos calmos e de como tudo poderia funcionar, como no sonho.

Onde havia energia para transformar a bagunça em equilíbrio, já que energia externa é necessária.

E o sonho! Que lembra do sorriso, que é bem real e melhor que imaginação qualquer, do brilho dos olhos e o coração desenfreado do estudante.

Do romântico. Que acredita sabe, que há mais do que se pode ver. E a solução será imprevisível, e boa!

Nuvens irão embora e o que é sombrio, também.

Que seja profético!


Segunda-feira, Outubro 03, 2011

Mãos dadas

- Ei... olha só...!


O mar enevoado.  Das ondas que vem e vão, em espumas de uma neblina etérea, surreal, banhando como praia o belo e extenso vale do Paraopeba, serra da Moeda.

- Olha! Juro... é incrível...


Donde estrelas e lua brincavam de cintilar tal a testar a veracidade do que era visto.

A cada abrir e fechar de olhos, pôr em cheque a crença de que os tais caminhos de outrora eram capazes de convergir em harmonia e cumplicidade infinitas. Sem razão e cômicos. Voluntariamente comparar olhos fechados e a visão à frente, tão próximos! Esse sonhos... tão pouco detalhados!

Havia de concluir após longo descanso, de mãos dadas e repousadas em seu colo.

Há a volta, oras. De volta ao medo de que se perdesse em tamanha cidade a grande mágica que enlaça os nossos dias. O cotidiano que intoxicaria os olhos e prenderia a respiração. Asmático, ofegante, trôpego! Não. Se tal receio de se perder em caminhos conhecidos for forte o bastante, encontrem-se juntos, onde nunca estiveram.

Caminhando...

De mãos dadas.


Sexta-feira, Setembro 16, 2011

Algo


A história corre sempre no mesmo lugar. Palcos presenciam diferentes necessários espetáculos! A bagagem a torna outra, sincera, num gozo de se permitir às conclusões de novas reflexões. De se ater ao que o sonho não foi capaz de criar: a realidade imprevista e recíproca. Manhosa e brincalhona! Cúmplice, no olhar rápido a um lado e outro, certo de que não se é observado. Pronto, é permitido ser e sentir.

Que sentidos novos são estonteantes, algum idoso deve ter bradado alegremente. O que a juventude pouco entende é o que esteve adormecido, guardado, respirando o encanto ressonante d'outra alma. Aguardando o transbordar de uma janela aberta com vontade, deixando o ar, luz e calor entrar. Que a insistência em descrever é a certeza de nunca achar a correta forma, que tudo o que se sente é mais e que vale a pena curtir o silêncio e a leitura daquele olhar. Dessas expressões puras e mais profundas do que o limite de nossa razão e controle, que angústia alguma é capaz de exprimir palavra.

Por tempo qualquer. E para sempre.

Há um novo senso, sentido.

Estende a preguiça de ter sono. Até se esquecer o motivo.
E essas projeções de faróis de carros, rápidos... Fazem do teto do meu quarto um... Retrato?

Amanhã é outro dia!

Quem sabe posso vê-los novamente.
Saciar essa vontade de ser parte de mistério.
Parte de história.

De reflexo.
De mim mesmo.


Sexta-feira, Setembro 02, 2011

Num Ponto

A pausa é tempo infinito. De respirá-la quanto se faça necessário a iniciar um novo tempo, que pede tal pausa. Encontra em novo espaço o conjunto de doutrinas aceitáveis ao novo, uma correção entre palavras de um longo texto já escrito.

O manuscrito, rascunho rabiscado e adicionado de uma porção de orações tal a tornar outro o que já estava escrito. Intensificado, pontuado e reafirmando os eventos que estão porvir. Quase sem espaço, comprimida entre duas palavras, dias, um "v", aditivo, um funil, vale, que concentra tudo num só ponto, para que assim comece a fazer, ser, o correto sentido, mais completo.

São inserções necessárias, retificações que incluem novos modelos de percepção numa igualitária e bem-vinda troca de formas, iluminadas insistentemente. As antigas silhuetas permaneceriam a cobrir as imagens que surgiriam a seguir. E se movem, deixando entre danças prazerosas o sabor e cor das novas luzes. Da fumaça que torna a luz visível no espaço, se enforma do sensual e inebriante movimento, do movimento, movimiento!

Ah! E se move!!

Como toda a fluidez natural desejada, antes e temporária, represada por fim algum, sem razão, tocada pelos ventos rápidos que pouco causam. A não ser o desejo de ser liberto. Sim. Assim como nas últimas semanas foi, em que águas fluidas como o próprio vento, sonha ter peso algum, e se permitir levar ao longe, mais do que si própria, os sabores de tudo que já tocou.

Liberto, não só.


Domingo, Agosto 14, 2011

Depois da Chuva

Aperta o peito. Ofega a respiração, acelera os batimentos para fazer o tempo correr. Em vão, já que o tempo é senhor dele mesmo. Tempo que nos mede, sorri e faz a seu julgo o nosso entendimento.

Porque o tempo corre diferente com essa distância. Ao que meia tarde são dias e a chegada da noite, um ano inteiro. Longe da cumplicidade do crescer responsável, sincero, apaixonado. Tolerante, amor. Que pudesse caber palavras à difícil retaliação das mudanças, que vingam e apunhalam a beleza, felicidade, dos novos costumes.

Que silencia à busca de alguma razão justificável, uma certeza, ponto de partida para algo maior. Ah!! Como se fosse necessário! Já começara.

Afinal, estar pronto é bobagem burocrática. Ser pronto e ponto! Para uma única... e somente. Pois não há algo maior.

Na verdade, há sim... O que houver entre nós, amanhã.

E depois.

E depois.

E depois...


Sexta-feira, Agosto 12, 2011

Todo, parte

Em afluências intensas e duradouras.

Por tempo, muito. É desejo.

Após e quando se pôde observar o mundo escrito na história das folhas, registro de quem esteve sob tal sombra, acompanhado de novos intensos amores!! Amarelos, roxos, vermelhos. Verde difuso, etéreo. Um céu limpo e claro de fundo. Um eterno novo.

De ser parte e todo, a assunção pública de querer bem, após reter irracionalmente os mais belos sentidos. 'Parte' por ser capaz de distinguir alguns traços, de toda a reforma necessária para a completude. 'Todo' após sentir-se pleno.

Todo e parte. Um só, não sendo claro os papéis, porém, certos de que os traços são inconfundíveis... risonhamente. Há mais tempo do que se pode assumir, suficiente para rir baixinho, escrever a história e contar depois...

Parte e todo, todo e parte.

Completo.


Sexta-feira, Julho 22, 2011

Ecos Recentes

Cidades não nos respondem a essa hora.

O necessário automóvel, veloz no dever de chegar a algum outro lugar, cria caminhos próprios, violando as linhas e regras que a luz do dia impede! Ah!! O bom-senso...

Isto também não rege as vivências da madrugada, onde o sentido é mais abstrato e os desejos, mais intensos - ainda que mais justificáveis sob olhares diurnos. Sabido é que a noite mal-dormida influencia mais o exterior do que o oposto. São todas essas projeções, das luzes que refletem inúmeros úmidos planos antes de desaparecer em algum rosto desconhecido.

Isso faz esquecer a insistente dúvida e desconsolo. Temporariamente.

O iluminado semblante quase infantil de adrenalina, selvagem. Em paz. Há um novo molhado cinzento dia, onde há média em tudo. Apaziguados ânimos.

Sossega.

Que pausa de silêncio é boa quando se pode curtir os ecos de sons recentes.


Quarta-feira, Julho 20, 2011

A Música

Ou as músicas. Em verdade, toda vez que a ouvia percebia outras gravações se sobrepondo, criando uma versão única, só dele. Como diferentes vivências ocorridas em um mesmo conhecido lugar.

Camadas e camadas de inúmeros acontecimentos no estático plano de fundo.

Um êxtase.

Enquanto numa corriam os instrumentos a seguir a batuta, noutra se admirava o eco e o valor do silêncio. Camadas. E alternavam, entre uma e outra, as vozes que contemplavam tais distintas formas e paixões. Ditavam os passos inesperados e a imprevisibilidade, um improviso planejado na cadência de cada um dos ritmos intercalados, harmoniosos, intermitentes.

Era musicada, composição do dia-a-dia.


Domingo, Julho 17, 2011



Ponto

Entre as confusões de ideias da nossa cabeça, o mundo.

Inteiro, a ser observado, retratado, admirado.

Pois há o que é preciso enxergar fora para somente depois entender e justificar o que há dentro.

A vida interna é um reflexo do que somos capazes de assumir que gostamos e que queremos... os conflitos, fruto da instabilidade de mover-se mais rápido do que se conseguiria, senão estivesse impulsionado pelo anseios dos prazeres dos novos estados. A ideia de um novo retrato que nos represente melhor do que antes.

Isso, o novo ponto de partida.


Quinta-feira, Julho 07, 2011

Eu

Silencio.
Para ouvir as vozes ressonantes e
Os ecos
Insistentes, dissonantes.
De preocupações e razão.
Todos corretos,
Sinceros,
Exagerados.

Dramáticos.

Preces que rezam o futuro.
Nada mais.
Desdobramentos da rivalidade de ser,
Dia após dia,
Diferente.


Segunda-feira, Julho 04, 2011

Recorre

Nas minúcias do imaginar preenchidas lacunas. Costura de retalhos, excertos e pequenas estórias na sequência fictícia, de personagens projetados e torcida para a convergência esperada! Conspiração a favor! Belas cenas, meticulosamente previstas!

Mas, planejar é viver.

Vivas cada lembrança dos toques e aromas, tímidos. Do vento e das pálpebras envergonhadas inclinadas ao chão, os fios de cabelos ajuntados, sempre oscilantes. Planejar é como recordar. Da mesma forma que os planos se confundem na hora de contar os ocorridos, com a correção das intensidades únicas e certos exageros. O tempo se dilata! Cabe muito mais coisa!! A narrativa se comprime na intenção de passar por diversas marcas e assegurar a completude!

De fora, é a mesma coisa - planejar, lembrar.

O mesmo narrar.

E planejar é viver...
Não insista em repetir, pois.


Segunda-feira, Junho 27, 2011

Passo Curto

Um pé e depois o outro, sucessivamente.
É assim, mais ou menos, o silencioso murmurar de quem acaba de acordar e precisa descer escadas. Por mais tempo que se conheça, é sempre diferente.

Surpresas.
Mesmo, e até, em conhecidos caminhos.
Como o bater de asas de um aflito beija-flor abrigado da cinza e fina chuva paulistana.

Em permissão por uma fresta à janela se foi, contente.
Aliviado, tranqüilo.

Não foi o primeiro pássaro a aparecer por essas bandas, não o último também, em mais de uma visita. A liberdade é o sorriso mais belo que pode existir, lógica sempre de abrir as janelas.

Passo curto, de olhos fechados ou pouco abertos.
Outros sentidos...
Olhar para o que está perto, lado, não ao longe.


Sexta-feira, Junho 24, 2011

Eco do Tempo

Há relógios derretidos por aí.

Revolta clara ao registro dos fatos e tempo. Um confronto, comparativo, desumano de vivências face-a-face. As negativas pendulares ecoando no tic-tac do novo relógio, o mesmo som que insistia em reger a tragicomédia de outros tempos.

De outros tempos, que o repetir crê ditar o rumo, nessa revivência, naquele e nesse mesmo passo.

Não!

Crer que as constantes de outrora permanecem é tolice! Há diferentes bases formadas, novas descrições e estória. Todo um novo passo, cujas imagens não sobrepõem antigas!

São outras, sim!
E não há relação!
Nunca houve!

São apenas trôpegos ecos,
Incomodam por incertos,
Influentes.

Onde mais longe terão de refletir para se extinguirem?
Quão longe?
Para que ninguém ouça?


Segunda-feira, Junho 20, 2011

Busca

Guardava o rosto para alguma outra ocasião. Sorria, apenas. Pois intrigava menos do que o peso de tantas lembranças, escondia o reflexo disso nas profundas marcas de expressão.

Sorria com os olhos também, contagiaria o mundo de tal sorte que se esqueceria das cartas e escritos contrários, enfim daquilo tudo. Do desejo simples. Da confusão e papeis atribuídos, da incerteza do prazer de sê-los.

Fascínio era um pouco longe demais. E assim mantinha o redor à vista hipermétrope, aliada à segurança da ilha-fortaleza. Estável, como o indesejado e confortável estado. Como o vício de recair em loops de lembranças, dos nomes distintos da última década! Falsos! Do prazer de esquecer desse vício e se permitir o regozijo das limitações impostas e aceitas sem contragosto, mas contraproposta. É estar certo novamente, ainda que haja significado algum em tal afirmação.

O equilíbrio dinâmico difere muito. São passagens medidas, transições estreitas que sufocam menos, mas ainda prendem. A felicidade alheia inebria os que prendem a visão a outra coisa. Qualquer coisa. Fato é que a vista começa a borrar quando se anda rápido e molda tudo, como o vento, aparando arestas apenas com o capricho fluido.

Há pontos ótimos que não serão encontrados jamais.
A menos que se mude a forma de busca.